A União Europeia decidiu endurecer as regras para a entrada de aço estrangeiro a partir de 1º de julho de 2026. Na prática, o bloco vai reduzir em 50% a cota geral de importação livre de tarifa e elevar para 50% a alíquota cobrada sobre o volume que ultrapassar esse limite.
O movimento foi desenhado para frear a pressão do aço barato, especialmente o chinês, sobre a indústria europeia. Bruxelas avalia que parte desse excedente vem sendo redirecionada ao continente depois das barreiras impostas pelos Estados Unidos, o que aumentou a oferta e apertou a competitividade dos fabricantes locais.
Apesar do endurecimento, a régua não será igual para todos. Países que têm acordo de livre comércio com a União Europeia, como o Reino Unido, terão redução menor, de cerca de um terço em suas cotas. Ao todo, 13 parceiros comerciais foram beneficiados com regras mais brandas, amarradas ao histórico de comércio de cada um.
Para a indústria, a mensagem é dupla: proteção maior para a produção interna e, ao mesmo tempo, manutenção de canais previsíveis com parceiros estratégicos. No curto prazo, o efeito pode ser sentido em preços, contratos e planejamento de cadeias que dependem do aço, um insumo central para setores como construção, automotivo e bens de capital. No médio prazo, a disputa tende a testar o equilíbrio entre segurança industrial, empregos e custo para as empresas.