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Sistema de fronteiras da UE preocupa viajantes de carro no verão europeu

Sistema de fronteiras da UE preocupa viajantes de carro no verão europeu

Quem planeja uma road trip pela Europa neste verão pode se deparar com um obstáculo inesperado nas fronteiras: o Sistema de Entrada e Saída da União Europeia, conhecido pela sigla EES (Entry/Exit System). O mecanismo, que prevê o registro biométrico — coleta de impressões digitais e reconhecimento facial — de todos os viajantes não pertencentes ao bloco europeu, vem gerando apreensão entre autoridades do setor de transporte e turismo do continente.

O presidente da principal entidade que representa os aeroportos europeus admitiu publicamente que a implementação do sistema tira seu sono. A declaração acendeu um alerta: se os aeroportos já temem o impacto, imagine os postos de controle rodoviários, que geralmente dispõem de estrutura mais enxuta para processar volumes massivos de veículos. Em rodovias movimentadas como as que ligam o Reino Unido à França pelo túnel sob o Canal da Mancha, ou as principais entradas pela Europa Oriental, longas filas podem transformar o início de uma viagem numa prova de resistência.

O EES foi concebido para modernizar o controle de fronteiras, substituindo o tradicional carimbo no passaporte por um registro digital que rastreia entradas e saídas no espaço Schengen. A proposta tem mérito do ponto de vista da segurança e da gestão migratória, mas a velocidade de implementação e o preparo da infraestrutura seguem em xeque. Diversos países e operadores ainda não concluíram as adaptações necessárias nos equipamentos e nos fluxos de atendimento.

Para motoristas brasileiros ou de outras nacionalidades de fora da UE que planejam alugar um carro e explorar o continente, o conselho prático é monitorar de perto as atualizações oficiais antes de embarcar. Cruzamentos de fronteira que antes levavam minutos podem passar a exigir paradas bem mais longas caso o sistema entre em operação sem a devida readiness logística. Flexibilidade no itinerário e saídas em horários alternativos podem fazer toda a diferença.

A situação expõe uma tensão recorrente no setor de mobilidade europeu: a ambição regulatória nem sempre caminha no mesmo ritmo que a capacidade operacional. Por ora, a orientação que prevalece entre especialistas é a de cautela — e a de não subestimar o tempo de travessia nas fronteiras terrestres neste verão.

Artigo originalmente publicado em www.bbc.co.uk
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