Uma reformulação silenciosa em páginas essenciais do governo dos Estados Unidos acendeu um alerta entre especialistas em privacidade e acesso à informação. Sites usados para serviços como passaporte, registro de eleitores, preços de remédios e até contas de poupança infantil passaram por mudanças conduzidas por uma unidade ligada à Casa Branca.
O centro dessas alterações é o National Design Studio, um escritório pouco transparente que reúne nomes associados à antiga estrutura de eficiência governamental do período Musk/Doge. Segundo críticos, a forma como a equipe vem reconstruindo essas plataformas levanta dúvidas sobre segurança, consentimento e possível violação de regras federais.
O ponto mais sensível é a adoção de software de rastreamento de visitantes em páginas que tratam de serviços públicos de alto impacto. Em sites desse tipo, a coleta de dados pode ultrapassar o limite aceitável para um Estado que deveria proteger cidadãos, e não monitorá-los enquanto buscam atendimento ou informações básicas.
Para opositores da iniciativa, o problema não é apenas técnico, mas institucional: quando o governo altera seus canais digitais sem transparência suficiente, amplia a suspeita de que dados pessoais possam ser usados de forma indevida. A consequência, dizem eles, é dupla: ameaça à privacidade e erosão da confiança nas instituições públicas.