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Mais de 100 azeites brasileiros são premiados em concurso internacional; saiba quais são e quanto custam

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Durante muito tempo, os azeites mais premiados do mundo tinham CEP conhecido. Itália, Espanha, Grécia e Portugal dominavam o setor. Mas, nos últimos anos, um novo protagonista vem ganhando espaço nas principais competições internacionais. O Brasil. A edição de 2026 do EVO International Olive Oil Contest (EVO IOOC), um dos concursos mais respeitados da olivicultura mundial, realizada nesta sexta-feira, 26, confirmou essa mudança de cenário. Dos 786 azeites extravirgens inscritos por produtores de 33 países, ente eles, 101 rótulos brasileiros receberam medalha de ouro e outros 30 conquistaram medalha de prata, além de diversos prêmios especiais que colocaram produtores brasileiros entre os melhores do mundo. Como funciona a premiação? Todos os anos, a região da Calábria, na Itália, recebe o EVO IOOC, considerado um dos concursos mais rigorosos da olivicultura mundial. Um painel de 32 especialistas de 14 países prova as amostras às cegas e avalia atributos como intensidade do frutado, equilíbrio, complexidade aromática, persistência, amargor, picância e ausência de defeitos, seguindo os protocolos do Conselho Oleícola Internacional. Segundo a organização, neste ano, o evento registrou o maior número de inscrições e amostras já recebidas. "Esta edição representa um marco histórico para a EVO IOOC Itália", destacou a organização. "Os resultados obtidos atestam a vitalidade do setor internacional de azeite e a crescente atenção à qualidade. Os óleos selecionados e premiados este ano expressam o melhor da produção global." Os azeites recebem uma pontuação e, a partir dela, podem conquistar medalha de ouro (entre 84 e 100 pontos) ou medalha de prata (de 65 a 83,9 pontos). Além disso, os produtos mais bem avaliados disputam categorias especiais. Entre as principais categorias estão Melhor Azeite Internacional, Melhor Monovarietal, Melhor Blend (Coupage), Melhor Orgânico, Melhor do Hemisfério Norte e Melhor do Hemisfério Sul. A competição também concede o tradicional Best of Country, destinado ao azeite mais bem avaliado de cada país participante. Os brasileiros que mais se destacaram Entre os principais vencedores da edição está a Estância das Oliveiras, de Viamão (RS). O produtor conquistou dois dos títulos mais cobiçados da competição. O La Mamma (R$ 199) levou o prêmio de Melhor Azeite do Brasil, enquanto o monovarietal Frantoio (R$ 169) conquistou o título de Melhor Azeite Monovarietal do Hemisfério Sul, categoria que premia produtos extraído a partir de uma única variedade de azeitona. A empresa ainda alcançou medalha de ouro nos 12 azeites inscritos. Os azeites La Mamma (R$ 199) levou o prêmio de Melhor Azeite do Brasil, enquanto o Frantoio (R$ 169) conquistou o título de Melhor Azeite Monovarietal do Hemisfério Sul/ Divulgação “Um grande azeite começa muito antes de chegar ao lagar. Ele nasce no cuidado com o solo, na definição precisa do momento da colheita e em centenas de decisões técnicas. O prêmio mostra que um azeite brasileiro produzido no Rio Grande do Sul pode competir em alto nível com as regiões mais tradicionais do mundo”, declara André Sittoni Goelzer, Mestre de Lagar da Estância das Oliveiras. Além disso, outro destaque foi a Sabiá, de Santo Antônio do Pinhal (SP), cujo azeite Coratina (R$ 131) foi escolhido como o Melhor Azeite do Hemisfério Sul, uma das distinções internacionais mais importantes da competição. O azeite Coratina (R$ 131), da Sabiá, foi escolhido como o Melhor Azeite do Hemisfério Sul/ Divulgação Já a marca Colhida, produzida em Sapucaí-Mirim, na Serra da Mantiqueira, conquistou duas medalhas de ouro com seus blends Intenso (R$ 110) e Suave (R$ 110). A empresa já havia sido reconhecida na edição anterior como produtora do melhor azeite brasileiro da competição. Os azeites Intenso (R$ 110) e Suave (R$ 110) da Colhida receberam medalhas de ouro/ Divulgação A lista de produtores premiados continua crescendo Além dos vencedores dos principais títulos, dezenas de produtores brasileiros receberam medalhas de ouro e prata. Entre os premiados estão Prosperato, Milonga, Mantikir, Costa Doce, Casa Colombi, Fazenda Resedá, Soul Mantiqueira, Oliq, Origen Trevisan, Santo Agostinho, Dona Ana, Cinque, Vulcano, Olivas Incríveis, Altoé, Verde Louro, PURO, Torrinhas e BAEOLI, entre outros. A Serra da Mantiqueira e o Rio Grande do Sul concentram boa parte das marcas premiadas. Mas outras regiões também vêm se destacando na produção de azeites extravirgens de alta qualidade, como, por exemplo, a Chapada Diamantina, na Bahia. Se comparado aos gigantes europeus, o Brasil ainda é um produtor recente. Grande parte dos olivais comerciais foi implantada apenas nas últimas duas décadas. A Estância das Oliveiras, por exemplo, lançou seu primeiro azeite em 2019. Enquanto isso, a Colhida, dos chefs Juan e Gabi Zan, colheu sua primeira safra em 2024. Mesmo sendo um produtor relativamente jovem, o Brasil reúne condições que favorecem a produção de azeites de alta qualidade. O clima das regiões de altitude, a colheita precoce e o processamento das azeitonas poucas horas após a colheita ajudam a preservar aromas e sabores. Os investimentos em tecnologia completam a equação e permitem que produtores brasileiros concorram com países de tradição olivícola centenária. 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Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
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