Milhares de pessoas participaram nesta terça-feira de manifestações em diferentes cidades da África do Sul para cobrar a retirada de imigrantes estrangeiros sem documentação. Os atos reuniram apoiadores de uma campanha que, há semanas, vem ampliando a tensão em comunidades locais e alimentando discursos contra a presença de estrangeiros no país.
A mobilização ganhou força ao longo das últimas semanas e já provocou a fuga de milhares de pessoas, segundo os relatos mais recentes. Em meio ao clima de hostilidade, a escalada dos protestos também deixou quatro mortos, reforçando a preocupação com a segurança e com a possibilidade de novos confrontos.
As marchas ocorreram em um contexto de crescente pressão sobre autoridades sul-africanas, que enfrentam o desafio de lidar com a imigração irregular sem aprofundar a crise social e política em torno do tema. O debate, marcado por tensões econômicas e disputas por trabalho e serviços públicos, continua sendo um dos mais sensíveis do país.
Embora os organizadores afirmem defender medidas mais duras de controle migratório, organizações e observadores alertam para o risco de que esse tipo de campanha alimente a violência e aprofunde a vulnerabilidade de comunidades estrangeiras. O episódio expõe, mais uma vez, como a questão migratória segue no centro das divisões internas da África do Sul.