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Terremotos na Venezuela deixam rastro de luto entre estrangeiros

Terremotos na Venezuela deixam rastro de luto entre estrangeiros

Os dois terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) transformaram a busca por desaparecidos em uma corrida contra o tempo. O balanço mais recente fala em pelo menos 1.430 mortos, enquanto a ONU estima que mais de 50 mil pessoas ainda não tenham sido localizadas.

Entre as vítimas, o impacto ultrapassa as fronteiras venezuelanas. Há ao menos dois brasileiros entre os mortos já mencionados pelas autoridades e pela imprensa, em um cenário em que familiares e consulados seguem reunindo informações para confirmar identidades e circunstâncias das perdas.

Outras nacionalidades também aparecem na lista de casos que vêm sendo apurados, incluindo argentinos e colombianos. Em situações assim, o número oficial nem sempre acompanha de imediato a realidade dos escombros: a identificação depende de registros, cruzamento de dados, testemunhos e, muitas vezes, de exames forenses.

Mais do que uma contagem de mortos, a tragédia revela como desastres dessa dimensão desorganizam rotinas, redes de apoio e até a noção básica de pertencimento. Quando a estrutura colapsa, a prioridade deixa de ser a nacionalidade e passa a ser uma só: localizar os vivos, reconhecer os mortos e dar às famílias respostas que o desastre insiste em adiar.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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