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Contato com morcego sem mordida aparente também exige vacina antirrábica

Contato com morcego sem mordida aparente também exige vacina antirrábica

Um caso fatal de raiva em Ontário reacendeu um recado que a saúde pública repete há anos: contato com morcego não deve ser tratado como algo banal, mesmo quando não há mordida, arranhão ou ferimento visível. A lição mais importante do episódio é simples e direta: se houve aproximação, manuseio ou possível exposição, a vacina antirrábica precisa ser considerada sem demora.

O problema é que a raiva não depende de uma lesão grande para ser transmitida. Mordidas de morcego podem ser pequenas demais para chamar atenção, e a saliva do animal pode entrar em contato com a pele ou mucosas sem deixar marcas óbvias. Quando os sintomas aparecem, a doença costuma evoluir de forma grave e, na prática, já não há tratamento eficaz.

Por isso, especialistas defendem uma postura de tolerância zero com esse tipo de exposição. Se a pessoa tocou no animal, encontrou um morcego em um ambiente fechado ou acordou com um morcego no quarto, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes para avaliar a profilaxia pós-exposição. Esse cuidado é ainda mais urgente quando a exposição envolve crianças, pessoas dormindo, alguém com dificuldade de relatar o contato ou situações em que não é possível excluir a possibilidade de mordida.

A prevenção continua sendo a melhor defesa. Não tente capturar morcegos com as mãos, mantenha vacinas de animais domésticos em dia e acione serviços de saúde ou controle de zoonoses sempre que houver suspeita de contato. O caso canadense mostra que, em raiva, a dúvida deve ser tratada como risco real: agir cedo pode salvar a vida.

Artigo originalmente publicado em medicalxpress.com
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