O laser íntimo voltou a ganhar visibilidade depois que Giovanna Antonelli chamou atenção para o procedimento. A promessa é ajudar mulheres que convivem com ressecamento, ardor e dor durante a relação sexual, que podem aparecer com a queda de estrogênio na menopausa.
Na prática, trata-se de uma aplicação de energia na mucosa vaginal com a ideia de estimular a regeneração do tecido. O problema é que, quando a conversa sai do marketing e entra na medicina, a resposta ainda é mais cautelosa do que o discurso de clínicas e anúncios: faltam estudos amplos, comparações sólidas com placebo e acompanhamento de longo prazo.
Isso não significa minimizar os sintomas. Desconforto íntimo não é um detalhe nem uma queixa menor, especialmente em uma fase da vida em que corpo, sono, humor e vida sexual já passam por mudanças importantes. Mas há opções com respaldo mais consistente, como lubrificantes, hidratantes vaginais e tratamentos hormonais locais, sempre com avaliação ginecológica.
Para quem pensa em recorrer ao laser íntimo, o caminho mais seguro é tratar o tema como saúde, não como tendência. Antes de investir em um procedimento caro e ainda controverso, vale entender se ele realmente faz sentido para o seu caso, quais riscos existem e quais alternativas entregam resultado com menos incerteza.