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Rei do Pop reina nas bilheterias: 'Michael' lidera o ano no Brasil com R$ 168 mi

Rei do Pop reina nas bilheterias: 'Michael' lidera o ano no Brasil com R$ 168 mi

Nem sequências de franquias consagradas, nem aventuras animadas conseguiram tirar a coroa de Michael Jackson das telas brasileiras. A cinebiografia 'Michael', que reconstrói a trajetória do Rei do Pop desde os tempos do Jackson 5 até o auge da fama mundial, encerrou a primeira metade de 2026 no topo absoluto das bilheterias nacionais, acumulando a impressionante marca de R$ 168 milhões em arrecadação, de acordo com dados do FilmeB referentes ao dia 21 de junho.

O que torna esse resultado ainda mais dramático é a perseguição cerrada de 'O Diabo Veste Prada 2', que chegou com toda a força da nostalgia e do glamour da moda para disputar palmo a palmo o posto de maior hit do ano. Com R$ 165 milhões no bolso, a sequência estrelada por Meryl Streep ficou a apenas três milhões de reais de destronar o astro pop — uma diferença quase simbólica quando se fala em números dessa magnitude. A disputa entre os dois filmes foi, sem dúvida, um dos capítulos mais eletrizantes da temporada cinematográfica.

O pódio se completa com 'Super Mario Galaxy: O Filme', que manteve o universo Nintendo bem representado nas salas de cinema e provou que o encanador italiano ainda tem muito fôlego comercial após o estrondoso sucesso do primeiro longa-metragem. Juntos, os três títulos pintam um retrato curioso do gosto do espectador brasileiro em 2026: biopics emocionantes, sequências aguardadas e animações familiares seguem sendo a fórmula imbatível.

O desempenho de 'Michael' é especialmente significativo num mercado que ainda se recupera dos impactos estruturais da pandemia. Alcançar a casa dos R$ 168 milhões exige não apenas um produto de qualidade, mas uma mobilização cultural genuína — e a legião de fãs de Michael Jackson no Brasil, historicamente uma das mais apaixonadas do mundo, entregou exatamente isso, lotando sessões e transformando cada exibição em um evento. O filme se torna um termômetro claro de que o cinema de grande espetáculo, quando bem executado, ainda arrasta multidões às salas.

Artigo originalmente publicado em cinepop.com.br
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