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A bordo do terror: 'Black Box: Flight 298' aposta na paranoia para assustar

A bordo do terror: 'Black Box: Flight 298' aposta na paranoia para assustar

Em Black Box: Flight 298, uma viagem aérea entre Nova Orleans e Seattle vira cenário para um pesadelo fechado, claustrofóbico e cada vez mais instável. Com poucos recursos e muita ambição, o filme tenta compensar limitações visuais com uma narrativa sustentada pela sensação de que algo muito errado está acontecendo no porão da aeronave.

A premissa se apoia na velha ideia de que o perigo pode estar escondido onde ninguém vê. Em vez de investir apenas em sustos óbvios, o longa trabalha uma paranoia de escala modesta, mas eficiente: a suspeita cresce, os sinais se acumulam e a atmosfera fica mais pesada a cada minuto, como se a cabine inteira estivesse à deriva junto com os passageiros.

O resultado é irregular, com momentos em que os efeitos baratos e a encenação artificial denunciam o orçamento apertado. Ainda assim, o filme parece saber exatamente o tipo de experiência que quer oferecer: um terror de voo turbulento, mais interessado em tensão e sugestão do que em espetáculo, e isso acaba funcionando em boa parte do tempo.

Para quem aprecia produções B com energia de sobra e uma boa dose de conspiracionismo, Black Box: Flight 298 entrega uma sessão curiosa. Não é um voo especialmente confortável, mas consegue manter o suspense em altitude suficiente até o pouso.

Artigo originalmente publicado em www.theguardian.com
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