Organizações de jornalistas na Índia condenaram o que classificam como uma negativa de direitos civis básicos ao editor Rajagopal, figura conhecida do jornalismo indiano. Segundo a denúncia, ele deixou de constar nas listas eleitorais e, em seguida, passou a enfrentar dificuldades para renovar o passaporte.
O caso ganhou força porque reúne dois temas sensíveis ao mesmo tempo: a participação política do cidadão e a liberdade de circulação. Para críticos da situação, a exclusão do nome do editor do cadastro eleitoral não deveria, por si só, comprometer o acesso a documentos essenciais nem gerar entraves administrativos prolongados.
As entidades de imprensa afirmam que a situação ultrapassa uma disputa burocrática e pode abrir precedente perigoso. Na avaliação de representantes do setor, quando um profissional de destaque relata ter seus direitos suspensos sem solução clara, cresce a preocupação sobre transparência, devido processo e proteção institucional no país.
Rajagopal sustenta que tentou renovar o passaporte, mas encontrou barreiras depois que seu nome foi removido do rol de eleitores. Enquanto o episódio segue sem desfecho, o caso se tornou símbolo de um debate mais amplo na Índia sobre o peso das decisões administrativas na vida pública e sobre até que ponto elas podem afetar a atuação de jornalistas e outros cidadãos.