Ao menos 36 pessoas morreram em ataques atribuídos ao Paquistão no leste do Afeganistão, segundo autoridades locais. As ações atingiram áreas das províncias de Paktia, Paktika e Kunar e voltaram a expor a fragilidade da fronteira entre os dois países.
O governo paquistanês diz que a operação teve como alvo um grupo responsável por uma ofensiva registrada no dia anterior, reforçando a versão de que a ação foi uma resposta a ameaças de segurança. Do lado afegão, porém, o episódio é tratado como uma agressão que atingiu principalmente áreas civis.
Além das mortes, o saldo inclui dezenas de feridos e novos danos em uma região já marcada por deslocamentos, medo e destruição recorrente. Em conflitos desse tipo, a distância entre a justificativa militar e o impacto real sobre a população costuma ser o ponto mais sensível da disputa política.
O novo ataque aprofunda a crise entre Cabul e Islamabad, que há meses trocam acusações sobre a presença de grupos armados ao longo da linha de fronteira. Enquanto o Paquistão insiste na necessidade de conter militantes que atravessam a região, o Afeganistão denuncia o custo humano das operações e cobra contenção.